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08 dezembro 2012

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Passei tanto tempo sendo folha que havia esquecido de mim ...
Precisou o vento gélido e cortante do outono para que eu pudesse em queda suave e branda reconhecer todo o meu corpo, flores, frutos e tronco e assim realimentar minhas raízes ...

                                                                                              (Kátia de Souza)

07 dezembro 2012

Inspiração

Ah! Que seria dos poetas!
estes sem nomes
sem a inspiração;
Mãe majestosa
abraça e acolhe
teu berço ... ventre!

Que seria das bocas
já sem formas
tolhidas pelas mãos
tantas, a deforma!

Onde vais, oh! pena minha?!
... vagueia pelos campos da emoção
chama-lhe quem a ti ...
... é só guarida
busca os puros de coração!

Não sacia o vício em fome ...
pois em ti ...
... é o que consome
Não te esperas vãs recompensas
São muitas ...
... as tais das vinhas;
... Atentas!

Olhai ao teu redor ...
... pequeno poeta ...
à ti, delicadas mãos ...
... afetuosas!
dessa que a todos enlaça
silencia e acalanta
Ei-la para ti ...
... inspiração ...
... tua, mãe Majestosa!

(Kátia de Souza e um amigo)
02/12/12 - 22:45h

"Quem dera"

Quem dera a musa tocasse os versos
de poesia tão límpida e pura
não maculasse esta sublime beleza
versada em letras de única brandura

Quem dera pudesse tais mortais
compreender essa luz que emanas
preenchendo-se de amor puro
sem deturpar-te alma que clamas

Quem dera o olhar fosse mais belo
os corações menos solitários
as mãos mais disponíveis
os homens menos sectários

Quem dera ...
Mas, como se assim fosse ...
rogo aos céus por tal poeta
que ama e é sublime o teu talento
lançando à todos tua "alma poesia"
no lindo entoar do vento!!!!

(Kátia de Souza)

02 dezembro 2012

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.......

Há de vencer
silêncio
Há de cessar
luta
Há de encontrar
guarida
Há de não precisar
letras
Há de calar
dentro
Há de parar
busca
Há de descansar
peito
Há de deixar
voar
Há de ficar
sem dor
Há de vencer
amor!

(Kátia de Souza)

01 dezembro 2012

"Sentidos"


Há silêncios que ouço
canto
toco delicadamente
sorriso sorrateiro
entre lábios
da tua boca, minha 
a te tocar
denunciando
contando
chorando
revelando
buscando
chamar
pedir
falar
calando tua pele
teu pensar
seguranças afiveladas
deste único
Nosso ... eterno
lar
fala-me lábios meus
teus dedos
meu amar
infinito
no tempo
jogados ao vento
sentido
apenas assim 
no não ouvir
gestos que são por si
afinal quem é que fala
silencia, dizendo
o que cala
Sou eu, você, aqui
Você, eu em ti?
Nós ...
... Únicos, enfim!!!

(Kátia de Souza)

......

Há entre nós um sagrado pacto secreto onde os comuns olhos humanos jamais poderão tocar e nossos sentidos profanos ainda estão a deturpar. Que as máscaras caiam e a "insanidade" vença para que a nós seja possível a Vida sentida neste recôndito ainda sem nome, mas vivido intensamente em meu eterno silêncio. Receba-me!

                                                                                                        (Kátia de Souza)


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