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01 março 2013

Diálogo com Geane Masago

Olhos d'alma

Um olhar assim
nem sei como dizer.

Não é um riso - perdido,
flor de lótus ou liz?

Quem há de saber?

Geane Masago (28-02-2013)
......................................................
Só se sabe
quem cabe ...

... na palma da mão

... dessa alma a olhar
olhando com jeito de amar
amando sem querer ser

... sendo amante
no distante tempo
ainda a saber

e só sabe quem cabe
na palma da alma
da mão desse olhar ...
... que sente!

(Kátia de Souza)-(01/03/2013)

04 janeiro 2013

Revendo e revivendo emoções

(Texto feito em setembro de 2011)
..........................................................

Em espessa pétala de maciez incomparável
rubra do sangue em vida, ativa e vivamente VIVA!
Sou eu a clamar versos em teus braços
enlaçando-me em terno beijo,
e atende ao pedido feito!!!

Refaz o que fora desfeito e meus sentimentos
emoções que foram adiados, desejos latentes
agora saciados,
trazem a cor que a teus olhos encantou,
danço em corpo Nu transparente em Si...
Devora-me em olhar de Amor
transformado neste que tenho aqui...
Voraz de Mim!!!

Sacio-me em Ti
deliciando-me em Teu prazer
denunciado e revelado ...
estes gemidos sufocados ...
Pra Mim... Vida em Nós!!!

Enfim... Refeita a cor!!!!

(Kátia de Souza)
......................................................
Imagem retirada do Google
desconheço o autor

25 dezembro 2012

Hoje em mim

Marcas da vida
teorias tantas
caladas mudas
refeitas
rarefeitas
transformadas
... em si
neste todo
sombra
enegrecida
alma escurecida
na luz
se farta
mergulhada
na lama
enegrecida
... desvendando
... calada
... unicidade
... individuada
ao encontro ...
... de Mim!!!

(Kátia de Souza)

Diálodo com Dija DarkDija

Imagem retirada do Google
Realidade ou Fantasia de
Damião Vieira.
.........................

Sou realista:

sendo simplista
a realidade
na totalidade
é uma desgraça

(que farsa)

Dija Darkdija
..... ..... .....
hipocrisia que mata
seca, fere em faca
quebrando a taça
derramando o vinho

(que desalinho!)

(Kátia de Souza)
..... ..... .....
realidade sentida
ali contida
esperando vazão
abre-se comportas
fala a emoção
equilíbrio virá
em comunhão
ambas:
... razão
... emoção
teorias sem nexo
... viva!!!
ser complexo
falando
calando
gritando
vazando
sem buscar
porquês
... (explica)ação!!!!

(Kátia de Souza)
..... ..... .....

Se um verso se junta
a um outro
não estraga
ex-traga
já foi trazido
e veio ao que
deve ser dito

(Dija DarkDija)


24 dezembro 2012

"Condição não vista"

Enquanto és ferida aberta
arma-se a defesa do trajeto
fugidio instante sem palavra
soprando trancafiada
arredia-se em mãos erguidas
escudo diante da lida
fecha-se o aberto e santo
crendo invisível o pranto
deixando aos cegos da trilha
creem na condição falida
quando vida se fez em cor
rejuvenescendo o gesto que afaga
deixando o sublime em flor
caído em canto morno
escondido nos papéis em branco
falando do que é aceito
calando real sentido
imperfeito e sem pudor
da culpa que não há
corroendo o afeto em brisa
assumindo-te ela inteira
vestindo-se da ferida
orgulho no outro cisco
trave em si ...
... jamais vista.
Acolho-te incompreendido
amor amado aqui
tomo-lhe nos braços temor
assumo desejo teu
concedo-lhe sorriso meu
retorno abraçada a mim
certa do trilho e fim
instante nosso eterno
vida que ensina sem dó
renascer tão claro e certo!

(Kátia de Souza)

"Erros que revelam"

Nem sempre as raízes
profundas acertam
ramificadas neste solo meu
deixando apenas a mostra
erros, enganos tantos
brotos de um sentir
torcidos estes galhos
calam deixando o real no fundo
Aparente mundo ...
Veja! Sou também folha ...
... escolha!
qual parte de mim viver
Que importa se seringueira
aventureira das letras
sou mesmo mais que mente
sou toda neste ventre
sou você ... que lê
sente, tente ... Sou ...
... no sempre Inteira!
Errando e acertando ...
... aceita?
Esta vida que se manifesta ...
... por mim e à ti ...
... Imperfeita!

(Kátia de Souza)

........


22 dezembro 2012

"Apelo"

A que se fazer um apelo
aos ouvidos atentos dos anjos
a que se dizer o que vem de dentro
passa e passa sem zelo
nesta que é a distância ... se fez
o breu deste silêncio que abarca
faz cair o véu em desespero

Não há n'alguma palavra
que remeta-me a ti Senhor da aurora
o sentido desse pranto
cuida, alenta e traga-me
nos braços a luz dos teu manto
canta tua voz melodiosa
a estes ouvidos atentos
alvorada que és em manhã calorosa

Não permita que eu sucumba
dando adeus ao sorriso meu
cerca-me dos teus braços generosos
seca-me toda palavra profana
transforma-me nesta que já é
íntima serva dos passos teus

Já não há tempo te peço aqui
venha não me deixes
diante dos meus gritos
seca a chaga desse peito aflito
ama-me trazendo-me assim ...
... perto de ti

Que se apague
chama que me queima
arde sem dó e fere
acenda-se a luz do cinza diário
quando de ti saudades tenho
clamando-te auxílio
neste nosso educandário

Que acenda-se a luz dos dias brancos
se faça presente meus passos tantos
em abertos olhos viajantes
voando pelo espaço e a deriva
caminhando solitária
tais andarilhos inconstantes
crendo neste brilho que a nós ...
... é, só e nada mais ... Vida!!!

Que a esperança não anoiteça
dentro do que se tem e amanheça
na obra de mãos que então trabalha
visa o que já é uma batalha
mas com teu olhos escudeiro
é vitória de todo seareiro

Venha a mim ó grande menino
arrebata-me desse abismo
salva-me da luta sem destino
envereda-me na marcha acertada
cuida e cala-me
quando me quiser ecoada!!!

Venha-me e este é um apelo
jogando palavras ao vento
chama inexistente ... tempo
de viver sem nome emudecida
mais uma desnecessária
por mim ali ... no papel ...
... por tantos ...
... uma letra ... Caída!!!!

(Kátia de Souza)

"Minúcias"

Imagem retirada do google
Tela: ignoro o autor
..... ..... ..... ..... ..... 

São tantas as minúcias
deste teu toque 
quando olhas desejante

São tantas as denúncias
neste silêncio teu

Vasculha-me o corpo
como saído do deslumbre
chamando e pedindo
por um beijo ... meu

Toca-me como um bardo
devorando-me segredos
calando-me a voz

Sussurra sem limites
teu sopro arfante
teu pedido incontido 
entre gestos, não palavras
teu gosto permitido 
o que antes em si ... 
... por mim, calava 

Pede-me num abraço
teu peito latejante
vacilando a confissão
deixando tão a mostra
teu desejo, teu querer
provocando, atiçando 
tua pele sobre a minha
roça-me e invade-me
intenso, inteiro ...
... me desalinha

Devoro-te sem pudor
caminho por entre vãos
percorro tua boca
saboreio, imploro volteando
você, entregue ...
... e sem perdão

Num desejo, num delírio
nada importa ... silencio
adentra-me e deixa o mundo
ali ... atrás da porta!!!!

(Kátia de Souza)

19 dezembro 2012

"Íntimo temor"

Cala-te alma minha
silencia o teu pranto
chora e aliena-se
nesta tal hipocrisia

Transparência, cara minha
assusta e apavora
nua, crua aparência
não há mãos que lhe sustenta
há gritos por todo lado
pois, todos se desarvoram

Travessia tão perigosa
não se trilha em brumas só
requer outra corajosa
solitária vai ao nada
reduz-se, vira pó

Espera o eco santo
chamando ao que lhe aguarda
ânsia coberta em manto
sabes o que aparta

Temor do desejo contido
sucumbir ao que é presente
em nós ao ego abismo
mascarando o que se cala
falando o que não se sente
evitando o fim de todos
retardando o que É em nós
o Sublime ou ainda ausente

Caminha então com todos ...
... calando a tua ... Voz!!!

(Kátia de Souza e um amigo)
05/12/12 - 01:07h

"Gotas do meu sentir"

Chuva, chuva
a pingar,
gota a gota
meus versos letras
caindo devagar
com força soprada
no vento
tempestade de ideias
diluem-se na enxurrada
das ruas do meu mar
coração sentimento
sem razão de ser
deixa-se fluir
na imensidão do meu
pensar ...
você ali
a olhar pra mim
luz refletida na poça
que se põe a sorrir
do meu olhar assim
poético em si!!!!

(Kátia de Souza)

Imagem retirada do Google
de Maicon Rodrigues Haubman

"Úmido querer"

Você está em mim
como delicadas teias
trançando o já traçado
caminho determinado
Sem querer ver
vendo tecendo
teu olhar a enlaçar
cada linha deste versejar
Tocando meu toque
roçando a pele
íntimo e úmido querer
Buscado lábios meus
tão seus ali ao alcance
dos nossos
Tua pele na minha
gotejando desejo
faminto, me tomando
embotando teu pensar
envolvendo teu ser
vendo teu olhar
desnudando-me
a devorar o que sempre
foi teu ...
Gemidos a calar
razões do não se ter
você em mim
... dentro
... corrompendo
o perfeito e correto ... você
Permitindo nossos corpos
falarem e o amor
entre sussurros segredados
permitindo o querer ...
... por nós em ti ...
... em mim ... fluir!!!

(Kátia de Souza)

18 dezembro 2012

............


Apenas um banco e um jardim compondo o que o toque dos olhares calaram. A brisa entoou a canção e no ondular do lago o reflexo dos lábios silenciados selando o que apenas dois corações "unos" podem sentir. 

                                                                                       (Kátia de Souza)

17 dezembro 2012

RESPOSTA AO "SILÊNCIO"

(Grata Adriane Dias Bueno por me inspirar)

Moça o que fazes de mim ao te ler assim? 
o que tens comigo neste teu falar, 
o que briga, luta íntima, conflituada 
silenciosamente sou eu, retorcida, errada, 
acertando o que tento não gritar, 
jamais desejei este ser, 
como nunca fui tua amada, 
querendo brigar sem ver que era eu 
o sempre ali arrebatada, 
vergando todo o meu orgulho,
confessando o que eu disse ...
... ao espelho ... calada!!!!

(Kátia de Souza)

O SILÊNCIO

De: Adriane Dias Bueno

Enfim, estou aqui sozinha. Sinto o frio daquelas coisas que perdi. Sinto o gelo do apartamento vazio, completamente escuro sem tua presença. Eu sei, a culpa é minha. Nada resta a dizer, além disso: fui eu
que escolhi.

Eu me pergunto onde tu estás, o que fazes ou o que podes estar sentindo agora. E saber que, talvez, muito provavelmente, tu nunca sentiste nada e que estás feliz, me dói como a ressaca de uma bebedeira que não tomei, mas sinto que me embriagou. Talvez seja apenas saudade, talvez apenas o despeito pelo que obtiveste sem mim, e por aquilo que nunca recebi de ti. Que fazer? Sempre fui invejosa da felicidade alheia, porque ela nunca me sorriu, mesmo quando consegui te ter perto de mim.

Eu faço o que então? Eu me arrasto, me humilho, peço que voltes, mesmo que nunca tenhas estado comigo? Ou, como sempre, finjo um orgulho que não sinto e te mantenho a distância? Porque eu, querendo, não te quero, mas o desejo ainda está aqui, latejando sob minha pele, entre meus joelhos e meus olhos.

E sinto a tua mão, que somente de forma breve roçou minha pele. Repriso quadro a quadro a sensação de dor e formigamento que me tomou. O gesto ficou incompleto e por isso te odeio, mesmo sabendo que, intimamente, minha amargura só persiste porque ainda espero o ato completo.

Nada pode fazer os ponteiros do relógio girarem em sentido anti-horário. E tu não irás regressar, embora nunca tenhas ficado por muito tempo. Eu nunca vou sentir teus lábios, nunca terei teu carinho e nunca partilharei nada contigo.

Isso é muito complexo e não aceito essa situação, embora eu me resigne, como o artista se acostuma com a sua má atuação nas várias noites que preferiu consumir uma garrafa de uísque a realizar um belo espetáculo. E foi vaiado e expulso do palco, teimando em voltar, bêbado, somente para mais uma vez sofrer o repúdio.

Tu me repudiaste, eu senti isso e a sensação foi a de uma faca rasgando meu couro já um tanto endurecido. E eu me repeli, porque não aceito o que aconteceu, e preferi ficar nas sombras para que nada percebesses, muito embora suspeitasses.

E escolhi nunca mais te ver, porque a dor e a vergonha eram maiores do que tudo, mesmo sabendo que isso traria o inferno para minha vida. Não o de Dante, não o dos crentes, mas aquele que provém da total inexistência que um ser sente em relação a outro. Porque, na realidade, o inferno é somente isso: um estado total de inexistência.
Essa situação não me causa pânico, a não ser por saber que, mesmo antes de morrer, já não existo para ti. Então, eu ainda prefiro manter meu ego intacto a admitir qualquer sentimento.

Por isso, eu não sei se confesso ou esqueço tudo bebericando um drink num boteco qualquer de uma freguesia duvidosa. Eu somente sei que tudo está confuso. Quero esquecer essa mistura amarga, mas sou por demais sentimental e por demais insensível para esquecer tua indiferença. Minha vaidade não me permite admitir que eu fui irreversivelmente obliterada por ti. Aliás, nunca fui sequer lembrada.

Confesso, entretanto: eu ainda te espero na mesma decrépita estação rodoviária, onde um dia me disseste que ias a tua pátria, mas não me contaste que partirias de vez. Eu te espero ali, até que chegue o último ônibus, mesmo sabendo que não estarás nele.
Estou na estação agora, aguardando. Quando o último passageiro sai e percebo que não voltaste novamente, só me resta ir dormir e acordar mais uma vez de ressaca, porque eu não admito isso: que a espera é inútil, pois eu sei que nunca deveria ter começado a esperar e que essa renúncia faz parte da vida que escolhi.

Tu não voltarás, porque nunca desejaste isso.

E eu, eu não deveria me arrepender da vida que abracei.

Por isso, serei eternamente ‘o silêncio’, porque eu te amei, com aquele tipo de amor que causa tanto querer que chega a quebrar o corpo, mas não se pode jamais admitir que ele existiu.

08 dezembro 2012

"Nada"


Pois é estou neste momento ...
De nada fazer e glorificar o nada que sou ...
Ah! e ainda gritar, berrar e dizer sussurrando: 
chega, pára, não me pare, deixe-me, não quero, 
apenas sou e faço o que quero, enfim ... 
Sou e nada, nada penso e sou o que nada 
jamais serei sendo este nada que sou!!!!

(Kátia de Souza)

............


Passei tanto tempo sendo folha que havia esquecido de mim ...
Precisou o vento gélido e cortante do outono para que eu pudesse em queda suave e branda reconhecer todo o meu corpo, flores, frutos e tronco e assim realimentar minhas raízes ...

                                                                                              (Kátia de Souza)
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