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31 janeiro 2012

"Toque de Amor"


Fecho os olhos ...

tuas mãos a embalar meu sono
a afagar os meus cabelos
Deita-se dedos sobre a minha pele
eriça-se os pelos
Suaves toques em ponta de dedos
Beijo no tato em dedos de amor
Dedos ... beijo doce beijo!
Você em mim ...
... aqui tocando-me, desejo!
Cala e vem, sinto teu cheiro
Exala pra mim o teu pedido
ter-me em ti ... você, dentro
Quente, beba o meu prazer 
Teu respirar em minha nuca
atiça-me ... suo ... te quero
neste toque de amar
Excitada, olhos fechados
neste beijo entre dedos
te aguardo, te amo ... Te espero!

(Kátia de Souza)

29 janeiro 2012

"Revelando-me"

Cai a noite Sou ...
sentimento
emoção que turva ...
pensamento
Meus olhos fixos ...
instantes
luzes da lembrança ...
momentos
falta, saudade, tua ausência ...
rompantes
no coração invade ...
presença

quem dera teus olhos ...
pousados aos meus
quem dera tua pele ... 
colada a minha
quem dera tuas mãos ...
a afagar-me o rosto
meus lábios colados aos teus
eu ali inteiramente tua ... 
sorvendo-lhe, meu
saboroso como vinho rubro 
escorre, Você, por meus poros ...
atiça-me desejos

sou ânsia em degustar-lhe
sou pele no êxtase por tocar-lhe
sou rubra neste encontro 
Sou tua neste Amar-lhe 
confessando-me, agora ... 
revelando-me nua
Como antes e para sempre ... Tua!

(Kátia de Souza)

28 janeiro 2012

Estou aqui porque ...

... Em Ti me reconheço, em Mim Você se manifesta, no Nós eu te vejo e nem sempre compreendo ... Enxergo as traças no caminho, vejo também beleza, de Ti não tenho medo, meu medo é da cegueira, em Si és em Mim ... Grandeza. Contagia-me tuas letras, não és fugaz é Eterna, essa Força nos atrai, regozijo-me em tua Luz, és também a Paz e a Morte do que não é Vivo ... És vida que se manifesta incompreendida.

Tenho Voz e sei falar, sou essência e não vou calar, falarei nem que seja por gestos. Em Ti o que é breu se ilumina, Você está em Mim e no Nós ... Eu Sou, em Ti se Manifesta o Real Amor!

Estás espalhada por toda parte, és Magia na voz da arte e a reconheço porque sou louca na minha normalidade.

Não vim seduzir com meu dotes femininos, nem fingir que sou mais do que isso, Sou a Verdade muda aos surdos, distorcida aos quatro cantos e este é meu maior desencanto a ser deixado pelo caminho e assim não mais me desalinho.

Sou lealdade em minha amizade, sou espada que corta respeitando Tua Verdade, grito e urro diante da falsidade e faço valer a minha voz no fio do corte nem que para isso minha pele rasgue e a ferida se abra e eu sangre e a vida se esvaia. 

Não manipulo em meu egoísmo e vícios ainda presentes e atuo neles causando dores mas, Amo realmente ... Sou letra em Poesia ... forma da Tua essência que ainda não podemos alcançar

Este talvez seja parte do meu espelho, auto-retrato de uma voz que fala intimamente, mas poderá ser apenas reflexo daquilo que as palavras que me abraçam me faz dizer ... Sou assim confessada e revelada, neste absurdamente ... Nada 

Sou única e parte dessa Grande Magia ... Não me entenda através da razão, sinta-me, una o que Sou ... Compreenda-me pelos caminhos que percorro ... Razão sim, mas intensamente Emoção ... Sou o que Sou! ... Sou uma linda expressão de Amor!

(Kátia de Souza)

27 janeiro 2012

‎"Um mundo encantado"

"Um Mundo Encantado"


Adormeço e caio ... Tensão
no poço de tais fantasias
pra longe das alegrias
sou batuta e vara de condão
E la vem o coelho apressado
e também o sorriso nas mãos
a corda enrolada nos dedos
o relógio parado no vão
Criança e menina que corre
dança e canta sem parar
as cartas jogadas na mesa
é rainha e rei a jogar
O jogo do amor em partilha
da lida e dos peixeis no ar
dançando cantigas antigas
para os lírios poderem dançar
A Rosa não se faz de rogada
lançada na boca do mar
também ensaia teus passos
e canta a beleza da vida
dançando o seu verbo ... Amar
Este é o mundo encantado
da Alice poeta do mundo
versando num baile enfeitado
de estrelas ... brilhantes no fundo
Acordo em sorriso aberto
coração leve e desperto
deste sonho por Nós ... Partilhar!

(Kátia de Souza)

"Me Apresento: Esta Sou Eu"


26 janeiro 2012

"Eu, pelos caminhos"


Fui caminhar ... Andei por caminhos por onde nunca passei, entrei em ruas desconhecidas e vi, enxerguei fatos já tantas vezes vistos, mas nunca olhados com a alma. Vi jovens na calçada rindo aos borbotões e gargalhei por dentro porque assim também sei fazer e como é bom sorrir, vi um bêbado na sarjeta e imaginei a quanto tempo ele poderia estar ali, pensei em sua família e o que o levava a ficar daquele jeito, entristeci. Mais adiante numa rua estreita com pedra de paralelepípedos, numa casinha pequena, vi uma criança apanhando e aquilo me indignou, mas logo vi o rosto da mulher, onde o sofrimento estava estampado, não que a dor justifique agressão alguma, mas entendi, compreendi aquela mulher e seus impulsos.
Vi um homem de terno muito bem apessoado e também apressado, vi um artesão numa praça e seus brincos enfeitados com penachos de índio e achei bonito, engraçado também, mas bonito, tive vontade de comprar, mas não tinha levado dinheiro e apenas parei e me pus a conversar e com ele eu falei; ele me chamou de moça bonita e me pôs um de seus penachos em minha orelha, sorri, agradeci e sai toda vaidosa. Antes de eu ir embora esse moço engraçado e bonito apenas me disse: "Você moça bonita é isso e muito mais que teus olhos me dizem."
Pois é, voltei para casa satisfeita não por ver tanta gente ou coisa diferente. Mas, por ver a mim em meio a tudo isso, em todas essas circunstâncias e situações, ali eu estava com a minha emoção, fazendo parte da vida, estando viva com a minha porção, vendo o que de fato me agrada o que não, o que me traz indignação e o que faz despertar-me em compaixão. Sou eu em caminhos diferentes em meio a toda gente e digo como o meu amigo artesão: "Sou isso e muito mais que meus olhos me dizem." Belíssima caminhada onde me encontrei de novo, renovada volto pra casa e sim agora posso trabalhar sossegada. Grata a Vida por me mostrar os caminhos e me fazer ver-me em meio a tanta gente. Grata ao Amor que me acompanha e me faz enxerga a mim por onde vou. Grata por ser assim e renovar-me a cada instante. 
Grata eu Sou.

(Kátia de Souza)

"Para amar é preciso coragem"



O amor é uma bela flor à beira de um precipício. É necessário ter muita coragem para a ir colher.
(Henri-Marie Beyle, mais conhecido como Stendhal)



"Para amar é preciso coragem"

... Aqui estou vestido em meu rubro manto aguardando a beira do precipício a ousadia humana de se apropriar de mim ... Aguardo este que da Verdade vive e sabe que só se ama se for assim ... Sou a Verdade ... Jamais duvide disso ... Porque vivo o que Sou ... Sou o Amor 

(Kátia de Souza)


25 janeiro 2012

"Permita-me te Amar / Ausência"


"Permita-me te Amar"



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"Ausência"

‎.... Em minha ausência respiro-te inteiro, saboreio o teu sonhar e o coloco em meus braços, afago os teus cabelos e lhe concedo em meu corpo todas as minhas curvas aos teus dedos ... Vasculhe-me e delire junto a este que é meu delírio por te amar ... Entregue em tua boca, tuas mãos, teus olhos, teu corpo partilhando sensações ... Sentidos despertados apenas num Único desejo ... Amar-te sem limite, sem hora e sem tempo ... Amar-te com meu corpo e minha essência ... Amar-te em presença ... Dizer adeus a esta ausência ... E agora nesta hora entrego-me nestes versos enlouquecendo de desejo, sonhando em prazer sorvendo-lhe inteiro ... À noite até o amanhecer ... Venha! ... 

(Kátia de Souza)


24 janeiro 2012

Evento Lual Poético - Grupo Luar Magia Poética (Poema :"Luz Contida" Inspirado nas palavras de Madre Tereza de Calcutá)


"Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão."
(Madre Teresa de Calcutá)


Onde está a terra que germina
semente de letras a brotar
luz que a mim fascina
e no peito nos faz amar
Somos sim diante do não
somos não diante do talvez
no embate de tanta emoção
o breu nos toma de uma vez
Olhemos cá dentro a verdade
abramos os olhos para ver
façamos em nós a claridade
passando a nos reconhecer
Sem medo, culpa ou falsidade
podemos nos surpreender
Brumas de vícios que nos cega
não permite nos mover
Nossa consciência não nega
virtudes dentro a florescer
Ações de mãos reluzentes
palavras despertando emoção
assim é o coração da gente
quando ganha nossa atenção
amor cria vida e faz acontecer
a chama que estava contida
espalha-se em luz, resplandecer
levando a Paz e o Amor ...
... assim, podemos Ser.

(Kátia de Souza)

23 janeiro 2012

‎"Dançando a música que toca"



... Refaço os passos ... Atalhos verdes da esperança, brisa suave e morna sopra o que temia ouvir ... Laços que se ajustam no frouxo espaço que ainda há ... Olhar a distância para que o Todo possa ser visto, contemplado e realmente sentido em todas as tuas nuances ... Renascer em emoção na união da convivência ... Separada, distante do afeto que sempre cantava pelo caminho ... Porém, não morre, não cala, entristece-se por ser incompreendido em sua essência ... Vê-se com olhos de luz que abrange todos os seres ao redor de um caminho onde a Unicidade é real, contudo vivida na intensa Solidão existencial declamada e descrita pelos pensadores ... Realidade resistente e persistente no primordial e sectário pensamento onde o Sentimento apenas sopra um triste lamento ... Que seja assim, bailando a música que tocam, cantando a letra que pedem neste frio espetáculo ... Sou letra, poema, corpo e pele apenas ... Invólucro do que de fato posso Ser e que o fora consegue aguentar desta alma que nasceu para amar e Viver plenamente o que É descrita em tuas letras ... E mesmo assim a esperança verde a soprar num tempo onde meus olhos já recolhidos poderão enxergar à distância, onde o afeto tão sonhado finalmente será compreendido ... Assim é o Amor eterno e infinito em Nós que livremente escolhemos os caminhos ... Dancemos ...

(Kátia de Souza)

22 janeiro 2012

"Apaga-se a luz"



A beira do teu leito
acaricio teus cabelos 
iluminada pele alva 
olhos serenos 
Pela janela 
vento a refrescar 
teu pálido momento 
enlaçadas mãos 
corre os dedos 
num suspiro vão 
vida que teima falar 
entes queridos partiram 
difícil suportar 
teu último momento 
ao teu lado 
alguém sem nome 
silenciosamente 
luz de uma história ... 
... Apagará. 

(Kátia de Souza)

21 janeiro 2012

"No Tempo" (Conto Místico)


... Fui ao Mundo, encontrei Você, sentada em solo árido pus-me a ver teus verdes olhos enquanto as trovoadas se faziam dentro, serena e tranquilamente me afagou em doces palavras sopradas na brisa do vento ... Teus dedos delicados ao me tocarem fez-me encher de meu lamento e questionar-me sobre a Vida e também sobre essa estranha mania de sair cortando em palavras, espalhando-me aos quatro cantos ...

... Trouxeste-me uma história onde a vida era rústica e tudo era luta, a honra era mantida e respeitada e ai daquele que não a fizesse valer ... Orgulho e arrogância nessa empreitada, mas era a Verdade de um era ... Mulheres traziam em sua cintura a espada da luta que determinaram em suas vidas e por uma verdade era desembainhada e em punho ceifavam-se vidas ... 

... Me vi ali sentada recordando-me em eras, vi a espada na mão ensanguentada, as dores dilacerando e um voz harmoniosa me erguendo os olhos e me dizendo: 

... Hoje não se tem mais a espada do aço que corta, mas as palavras, a luta se mantém, a verdade que carregas é pura em sentido essencial, primordial e até primitiva em si, mas é a Única que possui e se assim se mantém, não se debata diante desta que te preenche e te mantém viva, continue tua lida e mantenha a luz da Verdade que propagas, nem que para isso seja ainda preciso empunhar a espada. Tu és guerreira e se aqui está é que ainda é preciso a luta falar, se fazer acontecer. Ainda há muitos que não conseguem a sublime compreensão do Espírito que somos todos, portanto, desça quantas vezes for preciso ao submundo e não vá sozinha leve-me contigo e empunhada a espada te darei o caminho para que não seja bruta e em desalinho, ceife o que precisa ser ceifado, mas não permita que da Vida se retire o sabor de viver o que é para ser vivido ... O Amor empunhado no aço das palavras, mas vivo e intenso em teus dedos, recue quando for necessário e avance quando preciso, apropriando-se da Sabedoria que Eu sopro em teu ouvido para saber quais o Vícios precisam de tua espada, mas não deixe de usa-la ... Se ela ainda vive, é porque precisa ser empunhada ... Tu vives e Eu por ti, sempre em amor pleno, para que a Vida se mantenha e um dia possamos ambos cantar a Paz em Harmonia ... Sou este que te chama diante dos relâmpagos que rasgam teu peito e lhe fazem sangrar em lágrimas e não deseja mais ver-te em sofrimento. Venha ao meu encontro e te receberei em meus olhos de Esperança, já conheces o caminho ... Venha ... Te espero e não se perca diante das trovoadas ... Amo-te és Minha ... Teu Amor ...

(Kátia de Souza)

(Não) Passa!

Silêncio mantido
ruído atrevido
corta, machuca
coração ferido
lágrimas sangram
dor não desfaz
passam as horas
cansaço demora
desejo voraz
peito rasgado
mudo, calado
retira a paz
dentro bailado
vento mordaz
quarto apertado
amor expandido
não era fugaz!


(Kátia de Souza)

20 janeiro 2012

‎"Filha da Noite"/ ‎"A voz do Amor"

A Filha da Noite

Sou Filha da Noite, 
em teus braços nasci
cresci me criei
em teus olhos me vi
na pele as marcas
teus dedos em mim
sou pura Magia
rendo-me a ti
a Força me abraça
essência em Luz
minhas vestes retiro
Você, Grande mãe ...
... meus passos conduz!

(Kátia de Souza) 


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A Voz do Amor

Calados versos mudos
ouvidos dedos ágeis
palavra sem nexo fujo
amor essência que arde
olhos atentos lúcidos
paz que ecoa branca
alma que grita cresce
eixo encontra, amadurece
a dor talhando vil
a voz que não ouviu
incompreendido amor ...
... não partiu.
Vestindo-se em flor
aplaude aqui sorrindo ... 
... teu brado e teu furor
a luz que renasce em brio.


(Kátia de Souza)

"Lembranças"


... Desfeita dos meus laços primitivos, permiti tua partida, consenti o teu adeus, chorei a tua ida ... Meus braços vazios e os teus dos meus ... Meu amado, meu amigo que se perde assim no tempo, sopra-me o vento, tuas idas e vindas ... Teus laços sem pudores, viveras mil amores ... Encontro em campo de flores, toquei-lhe em versos doces, permitiu carícias minhas e fostes naquele instante ... Meus olhos se fecharam, contigo caminharam, em breus de tantas dores ... Refeito e em luz, agora assim conduz, passos que hoje dou, revendo onde estou, aguardando o que restou, soprando versos teu furor ... Sei de tuas lutas, ouço-te onde for, e só caminho por teu Amor ... E por Ti grata Eu Sou ... 


(Kátia de Souza)

19 janeiro 2012

Centelha que se apaga


Os cristais dos meus versos mudos apenas cintilam diante dos teus olhos e como não vê, eles caem feito gotas de orvalho no vazio da noite que me aguarda. Orvalhada e úmida noite, infinita em mim onde a espera do amanhecer é apenas a certeza que dos cristais, nada restará nem mesmo as lembranças. Sou apenas orvalho a evaporar diante da Luz de teus olhos, lindos olhos para quem me fiz centelha e desejei vê-los para o Amor brilhar.

(Kátia de Souza)

17 janeiro 2012

"Folhas de Laranjeira"


... Em teus galhos vi as ervas daninhas e outros tantos seres a lhe consumir as folhas ... Vi as marcas do tempo a que estes se serviram de ti e em doces palavras direcionou meu olhos abaixo daquele cenário doloroso ... E lá estavam as folhas verdes e viçosas, aquelas que me presenteastes em noite dolorosa ... Falou-me sem pudor, encerrando nosso encontro e falou de amor ... Disse que em essência tudo permanece como está, e talvez ainda mais belo, as virtudes e valores cultivados jamais se perdem, jamais poderão ser corroídos por seres ou ervas ... As verdes folhas permanecem dentro e se olhar bem de perto, em meio aos galhos de toda a minha emoção, verá a vida em renovação, outros seres que só trazem esperanças e luz ... Me dissestes ainda para o meu sorriso ver, revelando-me que o amor existe e que cada qual ama da forma que consegue ... Portanto, amanheço renovada em teus braços e minha dor que ainda persiste, nesta ânsia de ter perto quem eu amo, vai sendo curada por verdes folhas, folhas de laranjeira ... Saudando-me na madrugada e revelando-me o Amor que jamais esmaece ... Mesmo diante das ervas, seres, lágrimas que são gotas da chuva que guardastes para me dizer da tua dor em me ver sofrer, jamais o Amor irá esmaecer ... Chorando eu te vi e refiz meus passos sem promessas, apenas um diálogo entre eu e tuas verdes folhas que de mim jamais esquece ... E pude ouvir tua mensagem, onde é preciso ver que além das feridas que deixam tuas folhas cortadas, ver também entre os galhos, a vida em Mim e em Ti renovada ... 

(Kátia de Souza)

16 janeiro 2012

‎"Lamento"



... Lamento por nós que no engano de nossas necessidades achamos que amamos. Ainda acredito que os chamados são por e para o Amar, sinto-me tola, aliás, nasci tola, morrerei tola em minha dor de ver que em nenhum momento deste segundo que fora minha Vida eu vi de fato o Amor acontecer. Lamento que se traduz hoje pelas agulhadas que sinto na pele em ver que apenas de Mim, de Ti necessitam, precisam, mas não amam verdadeiramente. Engraçado isso, o sorriso se faz e a fé se esvai ... Morro e sei que vou renascer e neste mais um amanhecer ... quem sabe poderei ser Amada e ter a liberdade de amar sem ser amordaçada ... Fé que apenas acontece na Verdade que podemos expressar, mas sua transparência são ainda encobertas pelo vícios que teimamos em cultivar ... Lamento por Nós que nos enganamos e acreditamos que Amar é apenas isso ... Lamento ... Mataram-me, me deixei morrer neste oceano de mentiras e brumas que cegam ... Lamento ...

(Kátia de Souza)

"Quando percebi, era tarde"




Que dor é essa que me aperta o peito 
fecha a garganta e me roubas forças
que dor é essa que me arranca lágrimas 
o peito em chamas e já não vejo cor 
há tantos pensamentos, sentimentos 
invasões de motivos e Você persiste 
dentro ... afasto, corro, impeço 
e o que mais desejo é sair das grades 
desse que em mim se alojou 
veio, se aproximou, me abraçou e não vi 
e diante de mim se apresenta ... Amor 
chegou sorrateiro, invadiu minha alma 
sequer ouvi os passos, apenas percebi 
quando dos meus poros senti teu perfume 
teus aromas em cores de flores 
flores que de meu jardim, levou 
meus amores partiram quando você chegou 
agora que no chão me joga 
arrebatada, alucinando, pedindo 
clamando tua presença, ouço 
Única, sonora e audível ... Ausência 


(Kátia de Souza)

‎"Assim Eu Sou"


Nas palavras me vejo, me encontro em raiz que sou, filha da natureza há eras num voo estou 
assim vou caminhando entre as sementes, jogadas nas torrentes das águas, 
nas tormentas dos ventos, na suavidade da mata, no cânticos dos pássaros, na lama que é terra, no lodo que é negro e também é dor, nada bonito, mas existente em mim e em todo aquele que vive por Amor. Assim sou eu, enraizada no Todo de eras passadas, agora e no infinito, braços que mais me parecem tentáculos, abraçando o tempo e junto comigo estão, Você, Ele(a) e Eu ... O Nós que nos compõe e nos faz Amor, Vida, Natureza, Vigor ... Assim Eu Sou!
... Espalhada, escorrida no Mundo por entre vãos de Mim e desse Todo Infinito ... 

(Kátia de Souza)

Inspirado em Fotopoema de Madhu Maretiore - SAGRAÇÃO AO BARRO - Grata Madhu por sua partilha e por me inspirares ... beijos!

"Talhes de Claudel"



Nas mãos a forja
Nos olhos a vida
Na rosto as marcas
Na alma contida
Na pele o desejo
Na boca amarga
Na época esquecida
No tempo lembrada
Na obra esculpida
Na mente atada
Na fala perdida
No meio criticada
No amor escondida
Na arte eternizada

Menina, mulher, artista
gênio pela história contada 
esculpida na forja da Vida!

(Kátia de Souza)

"Minha obra é meu Grito"

"Tua força interior e tuas convicções não tem idade. Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha..." "...Não vivas de fotografias amareladas."
(Camille Claudel)


Não tenho tempo para ouvir o que não interessa
Olhos fixos no passado, para mim ... Olhos fechados
Meu coração grita e ouço, por isso, tenho pressa
Palavras na boca de quem não vê ... Ouvidos calados
Não corro diante deste que espana meus desafios
Convido-o a estar perto e o declamo em versos
Sou jovem para a fragilidade destes olhos vazios

Mãos que talham a própria sina é força em luz
Por mais que sozinha esteja e a partida eu veja
Sou vida, vou esculpindo em dedos que me conduz
Sou Força, sou Mulher e minha obra ... Esbraveja!

Não se engane com a minha loucura
sou apenas o que teus enganos um dia desejou
Uma aventura que um dia em Ti acreditou!

(Kátia de Souza)

15 janeiro 2012

"Detalhe"


Permito que me olhe
me toque, sinta-me em detalhe
reconheça-me neste encontro
sou luz e faço-me cores
para que juntos sejamos ...
... Flores.

(Kátia de Souza)

12 janeiro 2012

Passeio em letras

Sou eu este rosto talhado
pelas marcas do tempo,
dizem também pelo meu sofrimento
Noite e mistério viveram em mim ...
... voei por céu de estrelas,
passeei por jardins amarelos,
flores que desabrochavam,
escapando da mesmice neste ensaio
renascido nas palavras hoje ...
... dos poetas
Depois de passar por chão de trigo
revoando os pássaros
da noite que acoberta
descanso em meu leito ...
... doce abrigo
Neste quarto da loucura
... em mim deserta
Memórias apenas dessas
que em mim foram angústias,
são hoje apenas tintas                                                              

numa tela,                                                                                                                        
Que nada dizem dessa                                                                      
que hoje vivo em Plenitude                                                              
Letras que não se alinham
para que alinhado não estejam
os pensamentos
e estes sejam
buscados nos versos ...
... destes doces Movimentos.

(Kátia de Souza) - Inspirado na história de Van Gogh e evento no Grupo Grito Criativo : Um Grito em Loucas Mãos.

11 janeiro 2012

A Verdade que Grita!

Dados de um história
muito bem descrita e reconhecida
e tantas críticas
muito bem fundamentadas
analisadas em suas cores
nuances de uma loucura inexistente
apenas uma alma gritando ... Gente!
Existo e tenho vida!
Alma que grita não é doente
é aflita por chamarem-na demente,
mas emolduram-na
Cores borradas, espalhadas
querendo escorrer pelas bordas
de moldura que silencia,
não permite e faz doer
O que resta é assumir
este enlouquecer,
empurrado goela abaixo
por dedos que correm a dizer
da loucura habitada
dentro daquele cego
que não se vê
O difícil é encarar esses olhos
em verdade dizendo:
Não quero reconhecimento
não quero que me vejam
apenas me ouçam
vejam a vocês
que também sou eu
e suplica pela verdade
que não é dita
e aflita busca aparecer
em palavras tortas
versos sem vida
apenas seduzindo, confessando
o que ninguém tem coragem de dizer
É difícil mesmo encarar
os olhos de quem fala a Verdade
Eles Gritam e emudecem
quem não consegue
nem ao menos dizer:
Ei, não fale, pelo menos
por agora porque
não posso conter as minhas
dores dentro e em ti
fará sofrer
Apenas grito a Verdade
que ninguém quer Ver!

(Kátia de Souza)

O último Grito

Um sonho, um desejo
uma vontade, delírio ao cair da boca
palavras que se fazem
em mente doente e grita
de apenas um ideal
fantasia possível da vida real
onde a ousadia imperaria
enfrentando sombras retorcidas
pela mentira desvairada
de viver em corpos que calam
e almas que berram
insanos desejos
transvestem-se de versos
em beijos doentes
e não confessam
transparentes as sombras
se revelam
nãos se olham, se disfarçam
e mentem na doente
e estranha mania de dizer
feliz contente por ser assim quem sou
talvez um dia se veja
a verdade e a coragem
em força do viver em realidade
sentido do Ser quem é
mas é preciso aguentar
essa Verdade que cala a boca
em sombra retorcida
alma gritada e ferida
corpo em vida cantando
o que não é
mas é o que se pode ser
e aguentar quem diz saber
mas quando esse dia chegar
sim todos irão conhecer
e esse sem dúvida será
o último grito que pude
um dia dizer.

(Kátia de Souza)

‎... Não veja, toque ...

Entrelace de mãos
dedos música ... tocados
em notas onde apenas
bailados se vestem
luvas das mãos postas
nada se entendem nesses
que são ditos ... versos
para que nos dedos
presos entre laços ... Peço
não veja, toque, olhe
e sinta ao meio e entre
por inteiro em meu reverso

(Kátia de Souza)

(de)Mente

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Me largo, me deixo
permito e depois eu minto
não quero e só quero
brincar que posso
e na verdade eu quero
dizendo não
Choro em desalinho
enlouqueço
caminho sem direção
jogo palavras
entre as portas fechadas
para ouvir um sim
e depois grito Não
loucura que assalta
e não se prende
deixa e acaba por ser doente
não entende que só se mente
quando não se quer
mas se quer e diz que não...
...mente e é só (de)mente!

Não há outra direção...

(Kátia de Souza)

10 janeiro 2012

... Eu Acho é Pouco ...

‎... Palavras, palavras e palavras são ditas aos borbotões, mas ações... Sentimentos... Emoções... tudo isso faz morada dentro? Não, isso não.
E novamente não consigo deixar de pensar: "E os loucos é que são loucos ..."
Ponho-me a ironizar ... Não seriam estes que se enganam a falar de igualdade quando nem em si, se cabem em palavras que não vivem, os reais loucos?
Normais assim se chamam, ditando regras e gritando as pressas ... Triste e enganosa conduta, mentir para Si é pior que mentir ao outro ... E eu aqui que Sou louco ... Apenas digo que no fim ... Verás, a dor que vive hoje aqui ... É pouco!

(Kátia de Souza)

No tempo



... Um sonho que se perdeu no tempo
Uma espera que ficou ... não houve chegada
um triste lamento no uivo do vento
em folhas caídas e as vezes em revoada
pássaro sem asa ... coração em brasa ...

(Kátia de Souza)

Recém-nascida

A realidade chegou
detalhes em mim
o curso mudou
dança de criança
giro da infância
em teu colo ...
... floresce a flor
Letras, luzes, atalhos
corpo real delineado
o broto nos galhos
meu grito ... Libertado!

(Kátia de Souza)

Fragmentos do desejo



Sonhos fragmentos de mim, projeta-se então desejos em letras, dedos e rosto a se mostrar em partes desta arte que te compõe e dispõe em lindo olhar. Acaricia a pele a mostrar em detalhes do que se poderia tocar, vertendo gotas, as centelhas da lida que convida o roçar dos meus lábios em doces beijos, pecar. Profanar o que lhe é sagrado no corpo e revelar meus desejos a pouco ditos e confessados nos braços de quem não posso e se pudesse veria todo um sentido se desfazer, todo um sonho realizar, todo um lamento ceder, toda a dor calar. E deste que me é chão caminharia em silêncio, despejaria em teus lábios meu sorriso, partiria contigo num único voo e nunca mais voltar porque contigo, retorno não há, mesmo que voltássemos ao mesmo lugar, tudo é novo em sopros que somente Você sabe ver e sendo assim, do que puder ser visto e com Você seria vivido, tudo de novo e novo seria este lugar. Conquistaria a cada instante o meu olhar pousados em teu corpo, nos detalhes de tua pele, poros a se arrepiar, lábios a convidar e mãos a entrelaçar. Minhas, Tuas, Nossas mãos neste doces fragmentos do meu Sonhar.

(Kátia de Souza)

06 janeiro 2012

Um dia perfeito

Apenas um dia onde te acompanho
em calmaria ... meus sentimentos e pensamentos
mas tão logo se baste a noite vem
e vamos juntos nós nos rever naquele breu
por enquanto vou aqui me deixando alimentar
saciado em versos que abrandam
em perfeito dia sabendo do luar
solto-me e permito nesta companhia ... Voar
nos braços teus, companhia tua ... Amor meu
suave e doce alegria deixando rastros
vento a soprar entre os vãos desse dia
perfeito dia sendo Eu apenas a estar e deixando Ser
o que sei que será para sempre em Mim viver
e ganhando espaço este dia dentro do Luar
vou passeando te sentindo e acompanhando
sentimentos e pensamentos voando ... Aceito
neste eterno Dia em mim ... Perfeito!

(Kátia de Souza)

05 janeiro 2012

Um tom de dor




O silêncio em Mim é faca que corta, adaga que fere é a espada cravada na Luz da minha alma. A distância do afeto em Mim é o faminto que definha, a folha que seca são as flores caídas da minha essência. Que a seiva que corre abundante deste corte possa fazer renascer a Sabedoria daquele a quem me dedico, retome a Força que Sou e mesmo diante da chuva rubra que teima em cair eu possa ainda assim, amar à distância e no silêncio a Mim ... Que eu encontre-me também aqui ... Amando Sempre no Fim. 

                                                                                                                       ( Kátia de Souza)

04 janeiro 2012

A vida me ensinou que há muitos que possuem de fato a condição de se olhar e se ver como realmente são e sendo assim conseguem ver o outro em sua unicidade e mesmo sem compreendê-lo, aceita-o e o ama como É. Mas, há tantos ainda que cegos de alma, coração, essência. E não se percebendo distorcem também o outro segundo a sua condição e por isso, destróem toda a possibilidade de Amar e compartilhar o melhor da vida. Diante dos cegos é preciso calar porque os sons que lhe chegam aos ouvidos são apenas ecos do vazio que guardam em Si. Não me ouvindo, não posso existir, não existindo, não posso Amar, não amando não tenho Vida ... Portanto, morro ... Passo a existir apenas aos olhos de quem realmente se vê porque poderão me enxergar, me enxergando, existo, existindo posso Amar, amando Vivo ... portanto, a estes viverei plenamente em minhas cores. Mas, compreendam que a quem me dedico possui olhos que mesmo fechados podem enxergar e ainda vejo e para apagar a luz basta apertar um botão e serei exatamente aquilo que deseja que eu seja ... Mentira ... aos que gostam de serem enganados pela Vida ... Assim Sou e caminho adiante em cores para quem tem olhos de ver ... dizendo para quem tem ouvidos de ouvir ... Amo Você!

(Kátia de Souza)


Não somos o que os livros dizem, os manuais apontam ou os cientistas tentam nos convencer. Somos um lindo e maravilhoso desconhecido que tememos em conhecer. Na ânsia de termos um nome para nos designar, adoecemos nos tornando normais demais para sermos nós mesmos. Não ditem regras para aquilo que Sou, descubram-me quem Sou e terás sem dúvida uma surpresa. Sou a loucura mais linda que qualquer normal gostaria de Ser. Sou única.


                                                                                                                     (Kátia de Souza)

Olhar num único sentimento

"...a Música, mesmo nas piores situações, nunca deve agredir aos ouvidos, mas sim cativá-los e continuar sempre Música."
(Wolfgang Amadeus Mozart)

São folhas a cruzar o vento
são pássaros em companhia a voar
são caminhantes presos em pensamentos
é todo olhar num único sentimento
é sol a passar entre eles
é a chuva torrencial a limpar
é a brisa que incansável dança
são os pés faceiros da criança
são palavras jogadas ao chão e a falar
é todo olhar num único sentimento
sentindo-se põe-se a ouvir,
música que contagia
contagiando-se chega-se aos dedos
vem abraça-se ao corpo em alegria
acariciando ouvidos atentos
compõe-se então a sinfonia
são folhas, vento e sentimentos
caminhantes, olhar e pensamentos
o sol, a chuva e la vem a brisa
bailando todos, lindos movimentos
nesta música em alegria
nascida de um olhar ... num único sentimento

(Kátia de Souza)

03 janeiro 2012

Doce encontro

Meus olhos cansados,
buscam teu colo,
um pouso ousado,
desejo meu

Teus dedos me tocam,
são ternos os gestos,
dançam nos versos,
sonho teu

No colo que abriga,
o sublime se faz
e o descanso acontece,
há luz no breu

Teu corpo molhado,
revelando segredos,
encontro ansiado
aconteceu


(Kátia de Souza)

01 janeiro 2012



" ... Sinto tua presença em força que em minhas veias sempre percorreram ... Sou a ti entregue em plenitude ... Sou a ti rendida em emoções ... Sou a ti Una, mergulhada em Teu Ser ... Caminhe sobre meu corpo puro e preparado para te receber ... Sorva-me em gotas profanas do prazer que desperta ... Veja-me em teu íntimo a consumir-lhe em desejos e vontades ... Peça-me, implore os meus olhos pousados aos teus ... Meus dedos a lhe descobrir a fazer delirar em palavras que só fazem confessar e revelar, Únicos e só Nossos, desejos de estar Nus numa entrega onde somos Um em partilha de prazer, em entrega de amor e sentidos em paixão ... Sinto você e quero você invadindo-me o corpo e revirando-me a alma ... Êxtase sem fim nesta entrega reavivando e renovando o que já fomos e hoje persistimos e continuaremos em Força e nada há que possa nos deter porque é Amor que vive por nós ... E se manifesta nesta revelação de Amar em Prazer Único ... Sinto tua presença e os teus dedos a me tocar ... Rendo-me ao Nosso jeito de Amar ... " 


(Kátia de Souza)

Diálogo sem rumo

Eu tenho asas e amo voar e voar sozinho é bom
mas, bom mesmo é voar sabendo do ninho que te espera
e quantos ali poderão estar, mas voo ao léu, só e perdido
porque estar só e sozinho é triste, sabe-se que se perdeu a beira do caminho
e mais triste ainda é não querer voltar para se achar
afinal, sabe-se que o que se perdeu é apenas invenção
dessa louca normalidade em normatizada convenção
Cansa-se ser o que não é e não ser dói ... Ser, talvez, seja estar só
Sozinho é um Ser solitário em si, mas estar e Ser é pior que isso
Queria até escrever versos que não fossem tristes
contudo, acho que cansei do personagem risonho, esse é tristonho
porém, real e verdadeiro, máscaras que se desfazem
e em mim concedem a beleza de um norte neste vazio infinito
Sou ar que se desfaz em alguns segundos em pensamentos absurdos
mas, antes ser Nada que não ser coisa alguma, pelo menos sozinho e só
Mas ... Nada, esquece ... virei pó!

(Kátia de Souza)

Um poema que não mente


Pra falar a verdade
Não tenho pés ou raízes
apenas asas
Queria aos menos patas


Pra falar a verdade
Não vejo o horizonte, terra à vista
apenas o céu
Queria ter um norte


Pra falar a verdade
Não tenho guarida no espaço
apenas estou ao léu
Queria o pouso


                                                                                                                                     
Pra falar a verdade
Não tenho ouvidos e falas
apenas boca
Queria ao menos o silêncio


Pra falar a verdade
Não tenho destino ou porquê
apenas Eu
Queria ao menos Você


Pra falar a verdade
Não tenho sorrisos ou alegrias
apenas gargalho
Queria ao menos saber

Por que tem que ser assim?


(Kátia de Souza)
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