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25 dezembro 2012

Hoje em mim

Marcas da vida
teorias tantas
caladas mudas
refeitas
rarefeitas
transformadas
... em si
neste todo
sombra
enegrecida
alma escurecida
na luz
se farta
mergulhada
na lama
enegrecida
... desvendando
... calada
... unicidade
... individuada
ao encontro ...
... de Mim!!!

(Kátia de Souza)

Diálodo com Dija DarkDija

Imagem retirada do Google
Realidade ou Fantasia de
Damião Vieira.
.........................

Sou realista:

sendo simplista
a realidade
na totalidade
é uma desgraça

(que farsa)

Dija Darkdija
..... ..... .....
hipocrisia que mata
seca, fere em faca
quebrando a taça
derramando o vinho

(que desalinho!)

(Kátia de Souza)
..... ..... .....
realidade sentida
ali contida
esperando vazão
abre-se comportas
fala a emoção
equilíbrio virá
em comunhão
ambas:
... razão
... emoção
teorias sem nexo
... viva!!!
ser complexo
falando
calando
gritando
vazando
sem buscar
porquês
... (explica)ação!!!!

(Kátia de Souza)
..... ..... .....

Se um verso se junta
a um outro
não estraga
ex-traga
já foi trazido
e veio ao que
deve ser dito

(Dija DarkDija)


"Haikatiando"

barulho dos fogos -
correria nos telhados
gato, escondido

(Kátia de Souza)






a inveja mata -
Sphynx caiu do telhado
ao passar Angorá

(Kátia de Souza)

..... ..... ..... ..... ..... 
Sphynx: é a raça de gatos sem pelos e de pele enrugada. Na verdade, o corpo desses gatos é coberto por uma pelagem quase invisível.

Haicai (Sidney Poeta e Kátia de Souza)

        







           
           paz e muita luz
nos corações dos homens -
    acesa árvore da vida

                 (Kátia de Souza)

Haicais

é noite de Natal -
algazarra pela casa
o peru sumiu

(Kátia de Souza)

louva-se à mesa
é Natal em alegria -
o menino nasceu

(Kátia de Souza)


assados na mesa -
chester então era peru?!
à mesa risadas

(Kátia de Souza)

24 dezembro 2012

"Condição não vista"

Enquanto és ferida aberta
arma-se a defesa do trajeto
fugidio instante sem palavra
soprando trancafiada
arredia-se em mãos erguidas
escudo diante da lida
fecha-se o aberto e santo
crendo invisível o pranto
deixando aos cegos da trilha
creem na condição falida
quando vida se fez em cor
rejuvenescendo o gesto que afaga
deixando o sublime em flor
caído em canto morno
escondido nos papéis em branco
falando do que é aceito
calando real sentido
imperfeito e sem pudor
da culpa que não há
corroendo o afeto em brisa
assumindo-te ela inteira
vestindo-se da ferida
orgulho no outro cisco
trave em si ...
... jamais vista.
Acolho-te incompreendido
amor amado aqui
tomo-lhe nos braços temor
assumo desejo teu
concedo-lhe sorriso meu
retorno abraçada a mim
certa do trilho e fim
instante nosso eterno
vida que ensina sem dó
renascer tão claro e certo!

(Kátia de Souza)

"Erros que revelam"

Nem sempre as raízes
profundas acertam
ramificadas neste solo meu
deixando apenas a mostra
erros, enganos tantos
brotos de um sentir
torcidos estes galhos
calam deixando o real no fundo
Aparente mundo ...
Veja! Sou também folha ...
... escolha!
qual parte de mim viver
Que importa se seringueira
aventureira das letras
sou mesmo mais que mente
sou toda neste ventre
sou você ... que lê
sente, tente ... Sou ...
... no sempre Inteira!
Errando e acertando ...
... aceita?
Esta vida que se manifesta ...
... por mim e à ti ...
... Imperfeita!

(Kátia de Souza)
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